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Halitose precisa ser tratada o mais rápido possível

Pesquisas mostram que cerca de 40% da população apresenta hiposalivação com a possibilidade de deposição de bactérias patogênicas no dorso lingual,que pode ser observada pela presença de uma placa bacteriana lingual ou saburra.

Nos adultos,com idade superior a 50 anos,esse índice pode chegar a 85%,enquanto em pacientes em tratamento químico e/ou radioterápico passa a ser de praticamente 100%.
Evitar a saburra e suas consequências envolve,entre outras coisas,a limpeza da língua.

Um simples procedimento como este previne não somente a cárie,a doença periodontal e a halitose,mas uma série de males sistêmicos,cuja porta de entrada é a boca.

Em pacientes quimio e radioterapeutizados,pela drástica redução do fluxo salivar,também ocorre um ressecamento da mucosa que,pelo atrito,provoca mucosites e ulcerações com ardência em  regiões da cavidade bucal.


Isso dificulta e impede a limpeza mecânica da língua e prejudica a alimentação,provocando emagrecimento e perda de resistência do hospedeiro ás infecções,outro fator importante quando ocorre a baixa salivação é a perda ou alteração do paladar.

O que contribui para a falta de vontade de se alimentar,pela baixa ou quase nenhuma salivação vai ocorrer uma redução da auto-limpeza  com o aumento da proliferação bacteriana na boca.

Além disso,a saliva sofre uma redução drástica da quantidade de fatores antimicrobianos,bem como da qualidade de sua capacidade de ação,as moléculas com atividade antibacteriana ficam envolvidas pela mucina(agora em maior concentração)e deixam de realizar o seu papel.

A primeira observação deste fato foi em relação à ação da lisozima na presença de alta concentração de mucina,daí a importância da limpeza da língua para a remoção da massa bacteriana que varia em espessura,extensão e viscosidade.

É claro que essa limpeza remove 90% ou mais das bactérias e de seus nutrientes, mas elas vão continuar se proliferando e novamente atingem a situação anterior.

Por isso,é importante o uso de um enxaguante com atividade antibacteriana natural,impedindo a proliferação e o aumento da massa de microorganismos sobre a língua.

A placa bacteriana que se instala sobre o dorso da língua pode albergar microorganismos que,quando atingem concentrações altas,irão produzir cárie,doença periodontal e doenças sistêmicas(porque da língua migram para,respectivamente,o dente,o souco gengival,as amígdalas,o estômago etc).

Na saburra,reservatório  de microorganismo patogênicos do tipo anaeróbios proteolíticos gram-negativos,também costuma se instalar os BANA positivos(Porphyromonas gingivalis,Treponema denticola e Bacteróides forsythus),que podem cair na corrente circulatória(eles próprios ou suas endotoxinas)quando houver algum sangramento gengival.

Por esse motivo,os pacientes portadores de saburra ou com ausência de salivação e sem estão mais susceptíveis a;a)Doenças Bucais:Cárie,Doença Periodontal,Halitose e Xerostomia.
b)Doenças Sistêmicas:Amigdalites Frequentes,Pneumonias,Gastrite,Ataque Cardíaco,Acidente Vascular Cerebral,Nascimento de Crianças Prematuras,Nati Mortos,Abortos e Artrite Reacional.

Existe uma correlação positiva entre periodonto saudável e saúde sistêmica,da mesma forma que existe uma correlação entre saburra lingual e doença periodontal.

Por todos os motivos expostos,é lógico que manter a superfície da língua o mais limpa possível é uma forma de reduzir drasticamente a contagem de microorganismos patogênicos na cavidade bucal e,portanto,prevenir o aparecimento das doenças mencionadas.

Pacientes com ausência de salivação e/ou com mucosites e escaras devem limpar suas línguas com gazes e aplicar o enxaguante adequado,que tem ação importante no controle da flora patogênica.

Estas afirmações se acham fartamente documentadas em trabalhos científicos sérios e podem ser facilmente compreendidas quando analisamos que  placa bacteriana instalada no dorso da língua é formada por microorganismos altamente patogênicos em função das toxinas que produzem.

Isso posto,podemos avaliar o quanto se economizaria em termos financeiros e de sofrimento para os pacientes e familiares ao prevenir e/oucontrolar a presença da placa bacteriana lingual.

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